Análise da Obra: APOLO E DAFNE – Blog da Dominique do Valle
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Análise da Obra: APOLO E DAFNE

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BERNINI, 1625 🤤
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Entre as obras barrocas, esta é uma das minhas favoritas (inclusive é a tela de fundo do meu celular). Fora encomendada pelo cardeal Scipione Borghese

Gian Lorenzo Bernini, escultor barroco italiano, criou a obra entre 1622 e 1625, aos seus 25 anos, inspirado no Livro I de Metamorfoses de Ovídio. 

Esculpida em mármore Carrara, faz parte da interpretação clássica do século XVII pelo seu “efeito movimento”, apesar de criada a partir de um material tão denso e pesado. 

Encontra-se em Roma, Galleria Borghese

Bernini imortalizara (com uma incrível técnica e realismo) o momento exato em que ocorrera a metamorfose poética da ninfa Dafne do estado humano ao vegetal, tornando-se árvore de louro, com a ajuda de seu pai Peneo, para assim escapar do deus grego Apolo, que fora atingido por uma flecha de cupido. 

Me encanta a riqueza dos detalhes. Confira a fluidez da cena: enquanto Apolo tenta alcançar a moça, seus cabelos e o tecido que o envolve estão entregues ao vento; e Dafne, ao fugir do deus Sol, posiciona a pélvis para a frente, ergue suas mãos já ramificadas e percebe-se agarrada ao chão por seus pés transformados em raízes, prevendo a transformação de sua pele em casca. 

Abaixo do casal, na parte frontal da escultura há uma frase que diz mais ou menos assim: “As carnes são embrulhadas em uma casca fina. O cabelo se alonga nas folhas, os braços nos galhos, o pé, até pouco antes, congela nas raízes imóveis”. 

Com amor,
Domi. 🌹

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